Confira as doenças mais comuns no verão e previna-se!

Na estação mais quente do ano todos querem aproveitar o sol, o mar ou a piscina. Acontece que mesmo na diversão, as doenças podem aparecer. E o verão é a época em que algumas delas ocorrem com maior frequência. Por isso é muito importante tomar medidas preventivas para o descanso não virar uma dor de cabeça. Em recente reportagem do portal Uol Saúde, especialistas listaram alguns dos incômodos mais comuns nessa época do ano e estratégias para evitá-los. Confira:

Conjuntivite: trata-se de uma inflamação atinge a conjuntiva, mucosa que recobre a parte posterior da pálpebra e a esclera (o branco do olho).  Como nos dias quentes usamos mais ambiente com ar-condicionado, e temos um ar mais seco, costumamos não piscar muito. Dessa forma, diminuiu a lubrificação natural do olho, o que pode causar o problema. Existem também formas de conjuntivite causadas por vírus, as mais comuns, e bactérias. Neste caso, é preciso redobrar a higiene, pois a disseminação dos micro-organismos causadores da doença ocorre quando a pessoa infectada passa a mão no olho e toca em outras pessoas.  Já o tipo alérgico, é mais frequente em crianças e adolescentes com predisposição a ter à doença.

Micose: elas são causadas por fungos que estão no meio ambiente. Eles adoram lugares úmidos e quentes. Por siso, a má higiene, excesso de suor, uso de roupas de banho molhadas por tempo prolongado são algumas das situações que facilitam a contaminação da pele por eles, que se multiplicam no verão. Você pode se proteger evitando o contato prolongado com roupas úmidas, secando bem as dobras do corpo ao sair do banho, usando tecidos sintéticos e sapatos mais abertos.  Além disso, deve sempre usar chinelos em banheiros públicos, academias, vestiários e saunas; e nunca usar roupas, toalhas ou utensílios de outras pessoas.

Verminoses: áscaris lumbricoides (lombriga), oxiúros, larva migrans cutânea (bicho-geográfico), giárdia, ameba, ancilóstoma e trichiurus são os vermes mais frequentes nessa estação, pois precisam de calor e umidade para se proliferar. Para não ter o desgosto de “pegá-los” e ter uma dor de barriga, fique atento ao frequentar praias, piscinas públicas sem infraestrutura de esgoto e não consuma alimentos e água de origem não controlada.

Bicho geográfico: é o nome popular da larva migrans cutânea. Trata-se de um parasita que tem como hospedeiros naturais os cães e gatos. Ele provoca irritação e prurido na pele dos seres humanos e faz trajetos sinuosos pela pele. A infecção acontece pelo contato direto com as larvas infectantes existentes no solo contaminado por fezes de animais. Assim, para prevenir é importante evitar o contato direto da pele com a areia de locais que porventura tenham sido frequentados por cachorros e bichanos.

Dengue, zika e chikungunya: os vírus responsáveis pelas doenças são transmitidos pela picada do mosquito Aedes aegypti. Para prevenir é preciso impedir a picada do mosquito. É importante usar repelentes e roupas que diminuem a área de exposição da pele e eliminar os focos e criadouros das larvas dos insetos. Enfim, não deixar locais disponíveis para acúmulo de água, como pneus, pratos de plantas e lixo.

Hepatite A: falhas no cuidado com os alimentos e com a água podem ser responsáveis por surtos da doença, que, além de diarreia e febre, pode deixar os olhos amarelados. O risco dessa doença é maior especialmente nas praias, onde o saneamento básico algumas vezes não comporta a chegada dos turistas do verão. A principal forma de prevenir essa doença é com a vacina. É importante também lavar as mãos e manter os cuidados adequados na preparação da comida.