Pílula anticoncepcional

Pílula anticoncepcional

Não existem dados definitivos que permitam uma associação de risco entre o uso de pílula anticoncepcional e o aumento da incidência de câncer de mama.

Um dos últimos grandes estudos, que foi publicado no New England Jornal of Medicine, uma das mais prestigiadas publicações científicas do mundo, mostrou que o risco de câncer de mama é ligeiramente maior para as usuárias de anticoncepcionais em relação àquelas que nunca recorreram ao medicamento. Mas, este risco deve ser analisado individualmente junto a outros fatores, como: idade; saúde geral; risco pessoal de câncer de mama; hábitos como fumar, beber álcool e manter um peso saudável.

O estudo também afirma que o risco é elevado na medida em que aumenta o tempo de uso tanto para as mulheres que usam atualmente quanto para as que utilizaram no passado.

Para a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), não há necessidade de as mulheres interromperem o uso do anticoncepcional que já utilizam. “O ideal é que cada usuária do método avalie ou discuta com seu médico sobre os riscos e os benefícios desta decisão”. Baseado neste estudo e em estudos prévios sobre a relação ao uso de anticoncepcionais orais e câncer de mama, a entidade esclarece ainda que o aumento de risco é relativo e depende muitas vezes da idade e do tempo de uso.

Por outro lado, o estudo também mostrou que o uso da pílula está associado a uma diminuição do risco de desenvolvimento de câncer de ovário e tem outros benefícios.

Em linha similar, “O risco de câncer de mama precisa ser equilibrado em relação aos benefícios do uso de anticoncepcionais orais”, escreveu David Hunter, professor de epidemiologia e medicina da Universidade de Oxford, responsável pelo estudo.

“Além do fato de que eles fornecem um meio eficaz de contracepção e podem beneficiar mulheres com dismenorreia ou menorragia, o uso de anticoncepcionais orais está associado a reduções substanciais nos riscos de câncer de ovários, do endométrio e colorretal mais tarde na vida. De fato, alguns cálculos sugeriram que o efeito líquido do uso de anticoncepcionais orais por 5 anos ou mais é uma ligeira redução no risco total de câncer”, afirmou.